Física,Química,Matemática(Atividades para os Alunos)

terça-feira, 30 de junho de 2020

Luigi Lucheni, o assassino de Sissi: Mente criminosa



Hugo Vidotto
Documentos revelam a verdadeira face do assassino de Sissi
Em 10 de setembro de 1898, o anarquista italiano Luigi Lucheni entrou para a história pela porta dos fundos ao assassinar Elizabeth, imperatriz da Áustria e rainha da Hungria. A punhalada que desferiu no peito de Sissi, apelido pelo qual a imperatriz ficou conhecida, rendeu uma condenação pela Justiça à prisão perpétua e outra pela sociedade ao esquecimento.
Tamanho ódio se justifica: Sissi estava para o século 19 como a princesa Diana esteve para o 20. Casou-se aos 16 com o primo, Franz Joseph, imperador da Áustria, e, linda, dedicou-se a causas humanitárias – por isso, sempre visitava asilos e hospitais. Foi transformada em uma trilogia para o cinema na década de 50, com Romy Schneider no papel principal.
Seu algoz morreu após 12 anos de prisão em um suicídio duvidoso. Desde então, apareceu em biografias de Sissi como coadjuvante do capítulo final da vida dela. Mas a reaparição de manuscritos redigidos e ilustrados por ele durante o cárcere – um livro com anotações e um capítulo de sua autobiografia – o transformou em personagem principal. Em Memórias do Assassino de Sissi (Novo Conceito), o historiador Santo Cappon publica a íntegra desses documentos e traça um panorama da trajetória de Lucheni, a partir da infância miserável. Órfão rejeitado e adulto oprimido pela falta de oportunidades, ele apresenta-se como um homem desesperado que encontrou num ato anarquista uma válvula de escape para sua revolta.
Entrevista
Você continuou com as investigações sobre Luigi Lucheni mesmo depois da publicação de Memórias do Assassino de Sissi?

SANTO CAPPON – Sim, e encontrei tantas revelações que publicarei uma segunda obra sobre o tema. Agora, eu posso provar, por exemplo, que Lucheni foi realmente assassinado na prisão.
Você acredita que seu livro contribui para amenizar a relação “o-bem-contra-o-mal” que sempre houve nessa história – representada, respectivamente, pela imagem da imperatriz e pela do anarquista?

Sim, porque Lucheni, mesmo que tenha sido um criminoso, pôde recuperar agora uma imagem mais humana. Hoje também sabemos que Elizabeth foi mais anarquista (a imperatriz tinha ideais libertários, era favorável ao fim das monarquias e sensível à sorte dos menos favorecidos) do que Lucheni, que, por sua vez, era apenas um homem desesperado por motivos pessoais.
Qual o papel de Lucheni na história? É mais do que o assassino de Sissi?

Ele também representa todas as crianças abandonadas na Europa do século 19, que não encontraram nem a oportunidade nem a coragem de escrever suas histórias. Ele foi o único que o fez.

Imitando a arte debaixo da água



Consórcio de empresas japonesas pretende testar em 1991 um protótipo de navio que seria impulsionado por corrente elétrica. Uma bobina, instalada no navio, formaria um campo magnético que, interagindo com a água eletricamente carregada, produziria energia, tudo silenciosamente, porque não haveria motor.
No filme A caçada ao outubro vermelho, baseado no romance do mesmo nome, o imaginário almirante soviético Marko Ramius, interpretado por Sean Connery, conduz um supersubmarino atômico dotado de um revolucionário sistema de propulsão que o torna absolutamente silenciosos, portanto livre de detecção por qualquer sanar. Pois a tecnologia quer imitar a arte. Um consórcio de empresas japonesas pretende testar em 1991 um protótipo de navio equipado com um sistema magnético, o mesmo dos trens experimentais que levitam acima dos trilhos.
A embarcação seria impulsionada por uma corrente elétrica, que se propaga na água, criada por um gerador e transmitida ao mar por eletrodos implantados no casco. Uma bobina, instalada no navio, formaria um campo magnético que, interagindo com a água eletricamente carregada, produziria energia – tudo silenciosamente, porque não haveria motor. Como no caso dos trens, muito dependerá da evolução das pesquisas com matérias supercondutores, que conduzem  eletricidade sem perdas. Mesmo assim, uma empresa inglesa já requereu patente de um sistema semelhante, para ser usada em navios e submarinos.

Revista Super Interessante n° 036

Lápis traduz japonês



A empresa espanhola Epson lança um leitor ótico, aparelho pouco maior que um lápis, que faz traduções do japonês para o inglês.
A empresa espanhola Epson decidiu dominar eletronicamente o idioma japonês, um dos mais difíceis  de se aprender. Produziu um leitor ótico – um aparelho pouco maior que um lápis, capaz de ler um texto enquanto corre sobre ele, como quem sublinha uma frase. A tradução aparece imediatamente num pequeno mostrador na lateral do aparelho. O protótipo, dotado de uma memória de 30 000 palavras, traduz apenas um termo de cada vez e somente do japonês para o inglês. Mas se a demanda for boa, a empresa promete enriquecer o vocabulário, incluir outros idiomas equipar o invento com um sintetizador de voz para verbalizar as traduções.

Revista Super Interessante n° 036