Física,Química,Matemática(Atividades para os Alunos)

sexta-feira, 29 de maio de 2020

Por que o avião Zero ficou tão famoso na Segunda Guerra?



Porque esse avião japonês de combate foi praticamente imbatível nos primeiros anos do grande conflito mundial. Em 1940, ele começou a ser usado em operações na China, que na época havia sido invadida pelo Japão. Nessa campanha, o Zero provou ser um grande sucesso: 99 aviões inimigos foram destruídos, enquanto os nipônicos perderam apenas duas unidades. A origem do apelido Zero é curiosa, derivou de seu longo nome oficial: "Avião de Caça Baseado em Porta-Aviões em Celebração ao Ano Zero" - na mitologia japonesa, o ano zero corresponde à ascensão ao trono do lendário primeiro imperador do Japão, Jimmu. Desenvolvido pelas Indústrias Pesadas Mitsubishi, o avião tinha diversas versões, que podiam operar baseadas em terra ou em porta-aviões. Embora tivesse deficiências, como a fragilidade do material com que era fabricado e a falta de agilidade para acrobacias, ele praticamente dominou os combates aéreos até 1943. Mas, a partir daí, o desenvolvimento de aviões mais avançados pelos Estados Unidos e a escassez de matérias-primas para sua produção eliminaram as vantagens que o Zero possuía sobre o inimigo.
Japonês imbatível

Ainda nos anos 40, ele já atingia velocidades de até 530 km/h .
CHUMBO GROSSO
O Zero tinha duas metralhadoras de 7,7 mm instaladas no nariz. O suprimento de munição levado em cada vôo era de 500 balas por metralhadora. Dois canhões de 20 mm colocados nas asas disparavam 60 tiros cada e, dependendo da missão, o Zero podia transportar ainda duas bombas de até 60 quilos, presas sob as asas.
MOTOR ENVENENADO
O motor radial de 14 cilindros refrigerado a ar permitia alcançar velocidades de até 530 km/h e atingir potência superior a 900 cavalos, numa altitude em torno de 6 mil metros. Nos primeiros anos da Segunda Guerra, essas características fizeram com que o Zero superasse todos os aviões inimigos em vôo "reto", sem mudança de altitude.
TANQUE CHEIO
Algumas versões tinham um tanque suplementar de combustível, instalado sob a fuselagem. Isso aumentava a autonomia do Zero para mais de 3 mil quilômetros. Por outro lado, como os tanques de alguns modelos eram feitos de madeira e sem dispositivos para evitar incêndios em caso de vazamentos, o avião se desintegrava rapidamente quando atingido.
PESO PENA
Para diminuir o peso e ganhar velocidade, o número de pinos e parafusos no avião era mínimo. A asa, por exemplo, era construída como uma peça inteiriça, sendo recoberta em algumas versões por telas de tecido, em vez de metal. Também foi eliminada a blindagem em torno da cabine do piloto.

Revista Mundo Estranho Edição 26/ 2004

Quais foram as manifestações políticas que reuniram as maiores multidões no Brasil?



Taí uma resposta difícil! A falta de critérios objetivos para avaliar o número de participantes em manifestações de rua, principalmente antes da década de 1960, torna bem arriscado fazer algum ranking sobre o assunto. Outro problema é que os números, quando existem, costumam ser manipulados por simpatizantes ou adversários de tais manifestações, uns tentando aumentá-los, outros diminuí-los. "É bem difícil estabelecer uma hierarquia de movimentos populares no Brasil, sem situá-los em suas conjunturas e compreendê-los em seus processos históricos", diz o historiador Alexandre Hecker, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Assis (SP). Mesmo com todos esses poréns, é possível listar pelo menos cinco grandes manifestações populares que marcaram a história do Brasil. Uma delas, aliás, está completando 20 anos neste mês. Confira abaixo.
A voz do povo
Campanha por eleições diretas levou milhões às ruas há exatos 20 anos.
Revolta da Vacina (1904)
Para combater epidemias no Rio de Janeiro, o sanitarista Osvaldo Cruz conseguiu que a vacinação contra a varíola virasse obrigatória. Em novembro de 1904, a população se revoltou contra a medida e milhares de pessoas protestaram nas ruas. Não há estimativas precisas do número de manifestantes.
Suicídio de Getúlio Vargas (1954)
Em meio a uma crise política, o presidente Getúlio Vargas se suicidou em agosto de 1954. Sua "carta-testamento", com críticas aos seus opositores, agravou o clima de comoção e revolta. Manifestações populares ocorreram em várias cidades nos dias seguintes. Algumas estimativas apontavam para até 3 milhões de pessoas nas ruas do país.
Comícios das Diretas Já (1984)
Entre janeiro e abril de 1984, grandes comícios foram realizados no país pedindo a volta das eleições diretas para presidente, abolidas desde 1964. Os dois maiores foram em abril: na Candelária, no Rio, cerca de 1 milhão de pessoas se reuniram no dia 10; no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, o número estimado chegou a 1,5 milhão, no dia 16.
Impeachment de Collor (1992)
Denúncias de corrupção que atingiam o presidente Fernando Collor pipocaram na imprensa em 1992. Passeatas ocorreram em vários estados para exigir o impeachment de Collor, ou seja, seu afastamento da presidência. Uma das principais foi em São Paulo, no dia 18 de setembro, reunindo cerca de 750 mil pessoas.
Marcha da Família e Marcha da Vitória (1964)
Em 19 de março de 1964, reuniram-se em São Paulo quase 500 mil pessoas na "Marcha da Família", um protesto contra o presidente João Goulart. Poucos dias depois ele foi deposto e, em 2 de abril, cerca de 1 milhão de pessoas participaram, no Rio, da "Marcha da Vitória" para saudar a queda de Goulart.

Revista Mundo Estranho Edição 26/ 2004

Qual foi o menor placar da NBA?



Foi 19 a 18! Essa partida tão "empolgante" aconteceu em novembro de 1950. O azarão Fort Wayne Pistons (hoje Detroit) segurou o jogo até não poder mais para vencer o favorito Minneapolis Lakers (agora Los Angeles). E olha que os dois times, juntos, fizeram só oito cestas com a bola em jogo. O resto dos pontos veio de lances livres! Isso só foi possível porque a regra da época permitia aos jogadores prender a bola pelo tempo que bem entendessem. Simplesmente não havia o limite de 24 segundos para tentar a cesta. E os técnicos se aproveitavam disso do jeito óbvio: se o time abrisse alguma vantagem no placar, a ordem era segurar a bola no campo de ataque, na base da troca de passes curtos, até que os 48 minutos de partida se esgotassem. "Depois do terceiro quarto, os jogadores praticamente sentavam em cima da bola", disse ironicamente, numa entrevista recente, o ex-jogador Bob Cousy, que defendeu o Boston Celtics na década de 50, a primeira da NBA. A saída para quem estivesse perdendo era clara: apelar para as faltas. Assim até jogos com placares mais elásticos eram bisonhos. Nos play-offs de 1953, veja só, o Boston bateu o hoje extinto Syracuse Nats por 111 a 105, numa partida com várias prorrogações. O cestinha foi o próprio Cousy, com 50 pontos. Só que 30 deles foram de lances livres, de tantas faltas que o jogo teve... Essas partidas chatas foram afastando o público dos ginásios até que, em 1954, o imigrante italiano Daniel Biasone, dono da equipe do Syracuse, apresentou um cálculo inusitado para os chefões da liga de basquete: "Olha: um jogo dura 48 minutos. Isso dá 2 880 segundos, certo? Em média, acho, são 120 arremessos por partida - 60 de cada time. Bom, 2 880 dividido por 120 dá 24. Então 24 segundos é mais do que suficiente para armar um ataque. Vamos impor isso!" Estava criado o limite de 24 segundos. Aí os times tiveram de partir para o ataque. Na primeira temporada com a nova regra, em 1954, a média de pontos de cada equipe por partida subiu de 79,5 para 93,1!
O pior dos melhores

A principal liga do mundo também tem outras marcas negativas.
• Menor número de pontos de um time*

Chicago Bulls: 49, contra o Miami Heat. Placar: 82 a 49, temporada 98/99
• Partida com menor número de pontos*

 Milwaukee Bucks 57 X Boston Celtics 62. Total de 119 pontos, temporada 54/55
• Derrota pela maior margem de pontos

 Miami Heat: ficou 68 pontos atrás do Cleveland Cavaliers. Placar: 148 a 80, temporada 91/92
• Menor porcentagem de vitórias em uma temporada

 Philadelphia 76’s: 11% (perdeu 73 jogos em 82), temporada 72/73
 • Maior sequência de derrotas

 Cleveland Cavaliers: 24 seguidas, emendando as temporadas 81/82 e 82/83
Revista Mundo Estranho Edição 26/ 2004